quinta-feira, 8 de abril de 2021

Diálogo IEVALE com Vagner de Oliveira (Guinho), atual secretário de Esporte de Pouso Alto


No dia 2 de abril retomamos, agora de maneira virtual, os diálogos com os secretários municipais de esporte, afim, de conhecermos suas demandas e consequentemente um pouco da realidade do esporte nos municípios da nossa região e demais localidades. 

Em reuniões previamente agendas e conduzidas pelo prof. Teófilo Pimenta, diretor do Instituto Esporte Vale, tivemos, nesta primeira oportunidade, o diálogo com o secretário de Esporte de Pouso Alto/MG, Vagner de Oliveira (Guinho), profissional que iniciou sua carreira aos 21 anos de idade como técnico de futebol e a carreira pública em 1999, foi secretário no municipal em 2015 e retornou por solicitação do atual prefeito Vicente Pe (DEM) ao cargo neste início de ano. 

Além do desafio da pandemia, Vagner de Oliveira tem como desafio organizar o esporte da cidade, por ser um município de pequeno, a verba destinada ao esporte é limitada para os projetos, no entanto, o secretário propõe criar um calendário esportivo buscando incentivar o esporte educacional e de participação, pretendendo atingir desde do público infantil nas escolas de esporte ao adulto e idoso por meio do esporte participação e eventos, desta maneira, acredita que possa atrair cada vez mais visitantes a cidade para desfrutar dos seus atrativos naturais, que para o secretário a aproximação com o turismo pode ser um ponto em potencial a ser explorado. Pretende continuar com as equipes esportivas, no entanto, a ideia de ampliá-las, para que possam representar o município em competições esportivas a nível regional e estadual. Irá buscar investimentos econômicos para o esporte municipal via fomento de programas voltados ao esporte do Estado de Minas, como o ICMS Esportivo, entre outros projetos estaduais e federais de incentivo e fomento ao esporte. 

Por fim, dentre as suas propostas para a execução do esporte municipal o secretário Vagner pretende buscar parcerias com outras secretarias locais, organizações e institutos, públicos e privados, para o desenvolvimento do esporte no munícipio, neste caso, nós do Instituto Esporte Vale desejamos sorte ao secretário Vagner em sua jornada e nos colocamos a disposição para auxiliá-lo no que for preciso para o desenvolvimento do esporte de Pouso Alto.


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sexta-feira, 26 de março de 2021

Onde falhamos?


 Texto escrito por Téo Pimenta 

Onde falhamos, esta é uma pergunta que tem acompanhado inúmeras pessoas ligadas ao esporte, que neste período de pandemia, tem se intensificado, em especial, nos últimos tempos com os acontecimentos ocorridas, como: aglomerações, circulação de pessoas nos espaços públicos sem máscaras, a promoção de eventos clandestinos, contata-se que há uma evidente falha na educação. Consequentemente, como o esporte tende a reproduzir a sociedade, logo, vemos pessoas do universo esportivo, ditas, personalidades e celebridades esportivas sem uma aparente responsabilidade social e coletiva.

Neste sentido, observamos situações específicas, casos do Gabigol, Vampeta e Muricy (maiores detalhes neste vídeo) de pessoas ligadas ao universo esportivo brasileiro, contata-se uma há falhas na formação pelo esporte, em especial, quando observamos as justificativas de cunho egoísta nas escolhas e tomadas de decisões destes indivíduos, pessoas tidas como referências não podem jamais basear suas tomadas de decisões no egocentrismo, sobretudo, as que afetam a coletividade.  O esporte e a educação falharam na formação, sobretudo as relacionadas ao respeito das regras, normas e condutas direcionadas ao bem da coletividade. 

Ao refletir a educação e formação pelo esporte, que deveria ser uma ponte para uma transformação social, apontamos a crítica no educação baseada no fazer sem refletir, preocupada em formar meros repetidores, focada no desenvolvimento burocrático de inúmeros procedimentos, estratégias, métodos, conteúdos, organização. A educação que seria ideal, mas talvez utópica, deve-se basear na valorização da individualidade humana, numa pedagogia centrada no aprendiz, na ampliação do entendimento do contexto de ensino, história de vida e social de quem aprende. Acredita-se que sem uma perspectiva mais humanizada, a educação não terá sentido nenhum.

Nossas práticas cotidianos, que no presente momento esta sendo virtual, devem gerar valor, apenas desta maneira, elas terão sentido para quem aprende. Deve-se, constantemente, questionar qual cidadão queremos formar e qual sociedade queremos construir? Abrindo um parênteses, se o trabalho com a iniciação e formação esportiva caminhar no sentindo da valorização humana, irá fazer sentido para o indivíduo que aprende, para o/a profissional que ensina e sobretudo para a sociedade que buscamos construir.

Assim, deve-se pautar as práticas cotidianas numa formação mais humanizada, para a vida, desta forma, será ampliado o viés da formação pelo esporte para além do saber técnico e tático, focando na formação de indivíduos mais criativo, com liberdade, consequentemente, mais felizes. O caminho que temos que percorrer é neste sentido, de uma prática cada vez mais humanizada, em todos os sentidos. Assim, o esporte terá potencial de se constituir como uma ponte para a transformação social de crianças e jovens inseridos no seu universo.

Por fim, conforme nos indicou João Batista Freire (2005):

 

"educar é mais que transmitir conteúdos, é mais que determinar comportamentos restritos; Educar é ensinar a viver".


Téo Pimenta é mestre, professor universitário e diretor do IEVALE. 


O Instituto Esporte Vale atua na formação de profissionais competentes para o ensino do esporte. 

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quinta-feira, 25 de março de 2021

Esporte e Educação foi o tema do Webnário Ensino do Esporte promovido pelo IEVALE


Nesta quinta-feira (25) iniciamos o Webinário Ensino do Esporte neste primeiro encontro, numa série de quatro, foi abordado o tema Esporte e Educação, visando, o desenvolvimento de uma perspectiva mais humana para a formação pelo esporte, em especial, voltada para a formação do cidadão.

Esta edição do Webnário Ensino do Esporte reuniu professores e professoras de diversas localidades do Brasil, que tiveram a oportunidade de dialogar, debater e discutir os assuntos ligados a temática, assim, foram proporcionados momentos produtivos e uma experiência singular e significativa aos participantes do evento.

Aproveitamos para agradecer as contribuições dos/as participantes do evento, em especial, aos professores Teófilo Pimenta e Igor Moreira pelos apontamentos e pontos pertinentes para as referidas reflexões. E declarar nosso prazer e satisfação em promover um evento desta importância e grandeza, especialmente, para estes profissionais que buscam pelos seus desenvolvimentos. Desta forma, reafirmarmos nosso compromisso com os professores e professoras inseridos/as no ensino do esporte e com a construção de uma comunidade colaborativa.

Por fim, conforme nos indicou Freire (2005) "educar é mais que transmitir conteúdos, é mais que determinar comportamentos restritos, educar é ensinar a viver".

Nosso próximo Webnário Ensino do Esporte será realizado no dia 29/04, a partir das 18h. Também convidamos todos e todas a participarem das lives promovidas, semanalmente, no Instagram do IEVALE, todas as sextas-feiras, a partir das 12h.  

Conheça o E-book Refletir o Ensino do Esporte




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sexta-feira, 19 de março de 2021

A Ideia das Redes de Conhecimento para a Formação de Profissionais no Esporte


Texto escrito por Téo Pimenta

Em tempos de abundância na informação, mas de miséria de conhecimento, as redes de conhecimento podem representar caminhos para o presente e futuro dos professores e professoras nos diferentes níveis e áreas de atuação. As redes sociais são utilizadas, no entanto, sua criação e interesse são para outros fins, desta forma, não são exploraram suas gigantes possibilidades com relação à formação de redes de conhecimento, sejamos críticos, as redes sociais não estão interessados e nem possuem estes objetivos. 

No entanto, as redes de conhecimento devem ser tecidos com criticidade, ampliando suas intenções, visando um maior engajamento e propor um relacionamento mais humano e horizontalizado. Podendo ser mediada pela máquina, mas com o cuidado para não nos desumanizarmos, com sabedoria sobre seus limites e potencialidades. Insistimos, as redes sociais não são voltadas para os fins do conhecimento, suas finalidades são outras. 

A ideia de rede, se constitui como caminhos que devem ser construídos para a formação de professores e professoras, visando contrapor a ideia de cadeia (DESCARTE), níveis verticais, tradicionalmente usadas na educação formal, marca característica que obedece um conhecimento sequencial, partindo do simples até chegar ao complexo, que requer um pré-requisito, este tipo de formação vem sendo abalada, pois a ideia de rede a partir das experiências constitui-se como um caminho na atualidade, exigindo trocas constantes de conhecimento, valorização do processo, que é extremamente complexo. Segundo Manhães (2004, p. 103):  


[...] o conhecimento se dá numa rede onde se entrelaçam prejuízos, intuições, inervações, autocorreções, antecipações, exageros, em poucas palavras, na experiência, que é densa, fundada, mas de modo algum transparente em todos os seus pontos. 


Para Gadotti (2005) o professor na atualidade deixou de ser um selecionador para ser organizador do conhecimento e da aprendizagem. As novas tecnologias de informação criaram novos espaços de conhecimentos. Cabe ressaltar, que a realidade brasileira o acesso a internet ainda é restrito a uma parcela significativa da população. 


[...] A sociedade em rede, ao mesmo tempo que é uma sociedade de múltiplas oportunidades de aprendizagem é também uma sociedade de novas exigências para o currículo, o professor e o aluno. O professor passa a ser menos lecionador e mais gestor da aprendizagem intertranscultural [...] (GADOTTI, 2005, p, 43). 


Seguimos em Gadotti que afirmou que o conhecimento por ser poder, deve-se observar sua função social, seu papel político e social. Assim, o professor na atualidade se tornou um aprendiz permanente. 

Sugere-se como proposta, no sentido de construirmos uma rede de conhecimento para o ensino do esporte, configurada dentro de uma lógica de ação em rede coletiva, solidária e plural, baseada na Pedagogia da Pergunta (PAULO FREIRE).

Deixamos um questionamento, no sentido de fomentar a reflexão, o como são tecidos nossas redes de conhecimento no dia a dia das nossas experiências e práticas cotidianas. 


Téo Pimenta é mestre, professor universitário e diretor do IEVALE. 


O Instituto Esporte Vale atua na formação de profissionais competentes para o ensino do esporte. 

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sexta-feira, 12 de março de 2021

Metodologias ativas no ensino do esporte


Texto escrito por Téo Pimenta

As metodologias ativas no ensino do esporte constitui-se de um debate novo, mas que já apresenta ou incita algum interesse pelos profissionais deste ramo. As referidas metodologias baseiam-se em um paradigma construtivista, que tem como essência a busca por estimular a participação ativa dos alunos na construção do seu próprio conhecimento e também busca contrapor o modelo tradicional de ensino centrado no professor, em especial na educação física. O ensino do esporte, cabe ressaltar que vem mudando, mas ainda, em especial na prática, se baseia nos métodos e valores do esporte de alto rendimento, devemos tecer críticas da sua aplicação na iniciação esportiva.

As metodologias ativas buscam ter o aluno como um elemento central do processo de ensino e aprendizagem, inserir ideias de que o aluno seja um dos principais responsáveis pelo seu processo de aprendizagem e estimular sua participação ativa na construção do seu próprio conhecimento. 

Há algumas críticas relacionadas as metodologias ativas, não podemos deixar de citar, como: o foco no fazer e não saber, criando uma ideia da prática pela prática, uma outra importante, é que apenas as metodologias ativas, aplicadas de maneira isolada, não garante o aprendizado, especialmente o conceitual. 

Em especial, nas metodologias em questão, há um estimulo e fomento na execução de projetos, assim, gera-se a aplicação de uma das suas principais modalidades, a aprendizagem baseada na resolução dos problemas, desta maneira, entende-se estar contribuindo para o desenvolvimento do pensamento criativo, autonomia e trabalho colaborativo. Com o objetivo de incentivar uma aprendizagem mais autônoma e participativa, trazendo o aluno para o centro do processo de ensino e aprendizado,  motivando-o para a aprendizagem, provocando-o ao protagonismo no processo de ensino e aprendizado. Outras modalidades seriam o ensino híbrido, a sala de aulas invertidas e a aprendizagem por pares. 

Ressalta-se também a utilização da metodologias ativas na avaliação, entendendo que a avaliação é do todo, assim, envolve avaliar o professor, o método empregado, o processo de ensino, os alunos, entre outros aspectos relacionados ao ensino e aprendizagem. Lembre-se que cada indivíduo aprende do seu jeito e no seu tempo, não podemos esquecer deste importante detalhe. Outros questões relevantes que devemos observar são: para qual criança ensinamos, de que contexto e o que ensinamos. 

É importante destacar que deve-se estimular, dentro das metodologias ativas, o princípio do aprender a aprender, promover uma aproximação com a realidade da sociedade e gerar curiosidade, Entende-se que o conhecimento vem com a busca, então, deve-se promover trocas, diálogos por meio de rodas de conversa e trabalhos coletivos, isto seria de fundamental importância dentro do processo de ensino e aprendizado.

Por fim, discute-se na educação física, pela sua natureza prático/corporal, por si só, já estaríamos aplicando metodologias ativas, mas sabe-se que esta afirmação é simplista e baseada no empirismo do cotidiano. No contexto atual devemos refletir sobre os métodos e as ações pedagógicas com periodicidade, buscar os pares para o diálogo e aprimoramento do saber didático-pedagógico. Neste sentido, devemos procurar por métodos que busquem romper com modelos baseados no ensino tradicional e aprofundar-se nos seus conhecimentos, sobretudo, no ensino do esporte. Como panorama atual, no entanto, observamos uma realidade de profissionais que caminham a passos lentos neste sentido.

Téo Pimenta é mestre, professor universitário e diretor do IEVALE. 


O Instituto Esporte Vale atua na formação de profissionais competentes para o ensino do esporte. 

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

E-BOOK | Refletir o Ensino do Esporte



O e-book Refletir o Ensino do Esporte é composto por 29 artigos do prof. Teófilo Pimenta que buscam abordar, de forma reflexiva, baseados nas experiências, leituras e trocas de ideias, os temas relacionados ao ensino do esporte.
O prof. Teófilo Pimenta possui uma vasta experiência na educação física, sobretudo no ensino do esporte. Atualmente é professor universitário, diretor do Instituto Esporte Vale e editor do Blog do IEVALE. Dentre suas publicações destaca o livro Obesidade Infantil: um olhar para os múltiplos fatores (Ed. Cabral, 2015). 
Assim, acreditamos que estas iniciativas são importantes para a formação e desenvolvimento de professores/as competentes para atuarem na educação física e no esporte.

Link de acesso ao e-book

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CURSO DIGITAL | MÉTODO DE ENSINO DO ESPORTE - Temporada 1


O curso digital MÉTODO DE ENSINO DO ESPORTE - Temporada 1 constitui-se de uma iniciativa do Instituto Esporte Vale que vem procurando contribuir formação profissional de professores de educação física, em especial os com interesse em atuar com competência na área de ensino do esporte. A Temporada 1 do curso digital MÉTODO DE ENSINO DO ESPORTE é composta por sete módulos reflexivos que abordaram as questões pertinentes ao processo de ensino e aprendizado do esporte, baseando-se em experiências práticas e nos estudos dos especialistas do tema em questão.


O curso digital MÉTODO DE ENSINO DO ESPORTE - Temporada 1 é composto pelos seguintes módulos: 

Apresentação;

Fenômeno Esportivo;

Definição do Esporte;

Método | Parcial e Global;

Plano de Ensino;

Papel dos Pais;

Papel do Professor;

Pedagogia do Esporte.


Link de acesso ao Curso Digital MÉTODO ENSINO DO ESPORTE - Temporada 1 

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