quinta-feira, 25 de março de 2021

Esporte e Educação foi o tema do Webnário Ensino do Esporte promovido pelo IEVALE


Nesta quinta-feira (25) iniciamos o Webinário Ensino do Esporte neste primeiro encontro, numa série de quatro, foi abordado o tema Esporte e Educação, visando, o desenvolvimento de uma perspectiva mais humana para a formação pelo esporte, em especial, voltada para a formação do cidadão.

Esta edição do Webnário Ensino do Esporte reuniu professores e professoras de diversas localidades do Brasil, que tiveram a oportunidade de dialogar, debater e discutir os assuntos ligados a temática, assim, foram proporcionados momentos produtivos e uma experiência singular e significativa aos participantes do evento.

Aproveitamos para agradecer as contribuições dos/as participantes do evento, em especial, aos professores Teófilo Pimenta e Igor Moreira pelos apontamentos e pontos pertinentes para as referidas reflexões. E declarar nosso prazer e satisfação em promover um evento desta importância e grandeza, especialmente, para estes profissionais que buscam pelos seus desenvolvimentos. Desta forma, reafirmarmos nosso compromisso com os professores e professoras inseridos/as no ensino do esporte e com a construção de uma comunidade colaborativa.

Por fim, conforme nos indicou Freire (2005) "educar é mais que transmitir conteúdos, é mais que determinar comportamentos restritos, educar é ensinar a viver".

Nosso próximo Webnário Ensino do Esporte será realizado no dia 29/04, a partir das 18h. Também convidamos todos e todas a participarem das lives promovidas, semanalmente, no Instagram do IEVALE, todas as sextas-feiras, a partir das 12h.  

Conheça o E-book Refletir o Ensino do Esporte




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sexta-feira, 19 de março de 2021

A Ideia das Redes de Conhecimento para a Formação de Profissionais no Esporte


Texto escrito por Téo Pimenta

Em tempos de abundância na informação, mas de miséria de conhecimento, as redes de conhecimento podem representar caminhos para o presente e futuro dos professores e professoras nos diferentes níveis e áreas de atuação. As redes sociais são utilizadas, no entanto, sua criação e interesse são para outros fins, desta forma, não são exploraram suas gigantes possibilidades com relação à formação de redes de conhecimento, sejamos críticos, as redes sociais não estão interessados e nem possuem estes objetivos. 

No entanto, as redes de conhecimento devem ser tecidos com criticidade, ampliando suas intenções, visando um maior engajamento e propor um relacionamento mais humano e horizontalizado. Podendo ser mediada pela máquina, mas com o cuidado para não nos desumanizarmos, com sabedoria sobre seus limites e potencialidades. Insistimos, as redes sociais não são voltadas para os fins do conhecimento, suas finalidades são outras. 

A ideia de rede, se constitui como caminhos que devem ser construídos para a formação de professores e professoras, visando contrapor a ideia de cadeia (DESCARTE), níveis verticais, tradicionalmente usadas na educação formal, marca característica que obedece um conhecimento sequencial, partindo do simples até chegar ao complexo, que requer um pré-requisito, este tipo de formação vem sendo abalada, pois a ideia de rede a partir das experiências constitui-se como um caminho na atualidade, exigindo trocas constantes de conhecimento, valorização do processo, que é extremamente complexo. Segundo Manhães (2004, p. 103):  


[...] o conhecimento se dá numa rede onde se entrelaçam prejuízos, intuições, inervações, autocorreções, antecipações, exageros, em poucas palavras, na experiência, que é densa, fundada, mas de modo algum transparente em todos os seus pontos. 


Para Gadotti (2005) o professor na atualidade deixou de ser um selecionador para ser organizador do conhecimento e da aprendizagem. As novas tecnologias de informação criaram novos espaços de conhecimentos. Cabe ressaltar, que a realidade brasileira o acesso a internet ainda é restrito a uma parcela significativa da população. 


[...] A sociedade em rede, ao mesmo tempo que é uma sociedade de múltiplas oportunidades de aprendizagem é também uma sociedade de novas exigências para o currículo, o professor e o aluno. O professor passa a ser menos lecionador e mais gestor da aprendizagem intertranscultural [...] (GADOTTI, 2005, p, 43). 


Seguimos em Gadotti que afirmou que o conhecimento por ser poder, deve-se observar sua função social, seu papel político e social. Assim, o professor na atualidade se tornou um aprendiz permanente. 

Sugere-se como proposta, no sentido de construirmos uma rede de conhecimento para o ensino do esporte, configurada dentro de uma lógica de ação em rede coletiva, solidária e plural, baseada na Pedagogia da Pergunta (PAULO FREIRE).

Deixamos um questionamento, no sentido de fomentar a reflexão, o como são tecidos nossas redes de conhecimento no dia a dia das nossas experiências e práticas cotidianas. 


Téo Pimenta é mestre, professor universitário e diretor do IEVALE. 


O Instituto Esporte Vale atua na formação de profissionais competentes para o ensino do esporte. 

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sexta-feira, 12 de março de 2021

Metodologias ativas no ensino do esporte


Texto escrito por Téo Pimenta

As metodologias ativas no ensino do esporte constitui-se de um debate novo, mas que já apresenta ou incita algum interesse pelos profissionais deste ramo. As referidas metodologias baseiam-se em um paradigma construtivista, que tem como essência a busca por estimular a participação ativa dos alunos na construção do seu próprio conhecimento e também busca contrapor o modelo tradicional de ensino centrado no professor, em especial na educação física. O ensino do esporte, cabe ressaltar que vem mudando, mas ainda, em especial na prática, se baseia nos métodos e valores do esporte de alto rendimento, devemos tecer críticas da sua aplicação na iniciação esportiva.

As metodologias ativas buscam ter o aluno como um elemento central do processo de ensino e aprendizagem, inserir ideias de que o aluno seja um dos principais responsáveis pelo seu processo de aprendizagem e estimular sua participação ativa na construção do seu próprio conhecimento. 

Há algumas críticas relacionadas as metodologias ativas, não podemos deixar de citar, como: o foco no fazer e não saber, criando uma ideia da prática pela prática, uma outra importante, é que apenas as metodologias ativas, aplicadas de maneira isolada, não garante o aprendizado, especialmente o conceitual. 

Em especial, nas metodologias em questão, há um estimulo e fomento na execução de projetos, assim, gera-se a aplicação de uma das suas principais modalidades, a aprendizagem baseada na resolução dos problemas, desta maneira, entende-se estar contribuindo para o desenvolvimento do pensamento criativo, autonomia e trabalho colaborativo. Com o objetivo de incentivar uma aprendizagem mais autônoma e participativa, trazendo o aluno para o centro do processo de ensino e aprendizado,  motivando-o para a aprendizagem, provocando-o ao protagonismo no processo de ensino e aprendizado. Outras modalidades seriam o ensino híbrido, a sala de aulas invertidas e a aprendizagem por pares. 

Ressalta-se também a utilização da metodologias ativas na avaliação, entendendo que a avaliação é do todo, assim, envolve avaliar o professor, o método empregado, o processo de ensino, os alunos, entre outros aspectos relacionados ao ensino e aprendizagem. Lembre-se que cada indivíduo aprende do seu jeito e no seu tempo, não podemos esquecer deste importante detalhe. Outros questões relevantes que devemos observar são: para qual criança ensinamos, de que contexto e o que ensinamos. 

É importante destacar que deve-se estimular, dentro das metodologias ativas, o princípio do aprender a aprender, promover uma aproximação com a realidade da sociedade e gerar curiosidade, Entende-se que o conhecimento vem com a busca, então, deve-se promover trocas, diálogos por meio de rodas de conversa e trabalhos coletivos, isto seria de fundamental importância dentro do processo de ensino e aprendizado.

Por fim, discute-se na educação física, pela sua natureza prático/corporal, por si só, já estaríamos aplicando metodologias ativas, mas sabe-se que esta afirmação é simplista e baseada no empirismo do cotidiano. No contexto atual devemos refletir sobre os métodos e as ações pedagógicas com periodicidade, buscar os pares para o diálogo e aprimoramento do saber didático-pedagógico. Neste sentido, devemos procurar por métodos que busquem romper com modelos baseados no ensino tradicional e aprofundar-se nos seus conhecimentos, sobretudo, no ensino do esporte. Como panorama atual, no entanto, observamos uma realidade de profissionais que caminham a passos lentos neste sentido.

Téo Pimenta é mestre, professor universitário e diretor do IEVALE. 


O Instituto Esporte Vale atua na formação de profissionais competentes para o ensino do esporte. 

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

E-BOOK | Refletir o Ensino do Esporte



O e-book Refletir o Ensino do Esporte é composto por 29 artigos do prof. Teófilo Pimenta que buscam abordar, de forma reflexiva, baseados nas experiências, leituras e trocas de ideias, os temas relacionados ao ensino do esporte.
O prof. Teófilo Pimenta possui uma vasta experiência na educação física, sobretudo no ensino do esporte. Atualmente é professor universitário, diretor do Instituto Esporte Vale e editor do Blog do IEVALE. Dentre suas publicações destaca o livro Obesidade Infantil: um olhar para os múltiplos fatores (Ed. Cabral, 2015). 
Assim, acreditamos que estas iniciativas são importantes para a formação e desenvolvimento de professores/as competentes para atuarem na educação física e no esporte.

Link de acesso ao e-book

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CURSO DIGITAL | MÉTODO DE ENSINO DO ESPORTE - Temporada 1


O curso digital MÉTODO DE ENSINO DO ESPORTE - Temporada 1 constitui-se de uma iniciativa do Instituto Esporte Vale que vem procurando contribuir formação profissional de professores de educação física, em especial os com interesse em atuar com competência na área de ensino do esporte. A Temporada 1 do curso digital MÉTODO DE ENSINO DO ESPORTE é composta por sete módulos reflexivos que abordaram as questões pertinentes ao processo de ensino e aprendizado do esporte, baseando-se em experiências práticas e nos estudos dos especialistas do tema em questão.


O curso digital MÉTODO DE ENSINO DO ESPORTE - Temporada 1 é composto pelos seguintes módulos: 

Apresentação;

Fenômeno Esportivo;

Definição do Esporte;

Método | Parcial e Global;

Plano de Ensino;

Papel dos Pais;

Papel do Professor;

Pedagogia do Esporte.


Link de acesso ao Curso Digital MÉTODO ENSINO DO ESPORTE - Temporada 1 

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Boas Festas e Feliz 2021

 

 

Neste ano de 2020, que está chegando ao fim, foi um ano de muitas adversidades, dificuldades e principalmente de muito aprendizado. Em março, com o início da pandemia, não sabíamos como remontar nossa estrutura, que é essencialmente presencial, que chegamos a conclusão que não abriremos mão do nosso formato, mas, é certo que iremos repensar algumas das nossas ações futuras.

Entendemos que a alternativa do remoto/digital seria a melhor opção para o momento, apostamos, pois tínhamos que continuar desenvolvendo o nosso trabalho de forma segura, sem colocar vidas em risco, assim, sem entender do que se tratava o formato digital/remoto, migramos com a esperança de contribuir para a formação dos profissionais do ensino do esporte, assim, continuar desenvolvendo o nosso trabalho, foi um grande desafio.

E saldo do desafio foi positivo, neste ano criamos o Blog do IEVALE em abril e atingimos 100 publicações de artigos, planejamos diálogos que resultou em oito maravilhosas lives com especialistas, realizadas entre os meses de maio e junho, por fim, na primeira quinzena de setembro realizamos de forma remota a nossa II Jornada da Pedagogia do Esporte, evento que reuniu 11 especialistas que debateram e discutiram de forma intensa o ensino do esporte. Todas essas produções estão registradas e encontram-se disponíveis em nossas redes sociais.

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Ressaltamos foi um ano de muitas dificuldades e sofrimento para todo o mundo. Seguiremos nos esforçando para continuar com a nossa proposta de contribuir com debates, discussões e diálogos qualitativos e pertinentes ao ensino do esporte, sem saber se será presencial ou remota/digital, mas com a certeza que iremos continuar buscando caminhar lado a lado dos profissionais que buscam ser competentes e excelentes no ensino do esporte.

Por fim, gostaríamos de aproveitar para agradecer, imensamente, todos que acreditaram e apoiaram no nosso trabalho, vocês foram e são fundamentais para continuarmos motivados na buscar pelo avanço das propostas, planos, projetos, estruturas, métodos e técnicas de ensino do esporte.


Boas festas e um feliz 2021 a todos!


O Instituto Esporte Vale atua na formação de profissionais competentes para o ensino do esporte. 

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O papel das Escolas de Esportes na formação da criança

 


Texto escrito por Elcio Júnior

Com o crescimento das cidades, ocorreu uma grande perda para nossa sociedade sendo nossas crianças e jovens os mais prejudicados, pois este desenvolvimento fez com que acabassem os espaços como campos de várzea, ruas tranquilas, praças entre outros lugares onde se constituíam vários atletas para o esporte brasileiro.

O aumento da violência nas últimas décadas é um fator que também contribuiu de forma muito significativa para que gerações posteriores a década de 80 não tivessem a oportunidade de jogar bola e brincar na rua, com um grande aumento de horas à frente da televisão, vídeo game, computadores e atualmente dos celulares (REZER, 2006).

Com esses espaços perdidos e com poucas possibilidades, surgem as Escolas de Esporte, com o objetivo de preencher de uma maneira educativa e recreativa, o vazio que ficou no processo educacional de nossas crianças e jovens (MOTTA, 2001).

O profissional que está a frente de uma Escola de Esporte, precisa entender que o grande desafio do trabalho é proporcionar a vivência esportiva para o maior número de crianças possível e não ficar preso na busca pelo resultado, que fará com que o processo seja excludente e muitas vezes traumático para a criança. 

A busca por resultados em uma única modalidade deve ser algo pensado no futuro, quando o objetivo for a formação de atleta, pensar de uma maneira equivocada, antes do período adequado, faz com que o processo de iniciação esportiva deixe de pensar no que realmente se faz necessário no primeiro momento como o desenvolvimento de fatores como companheirismo, participação, autonomia, criatividade, além da obtenção de uma boa base motora.

Segundo Arena e Bohme (2000) a promoção de atividades esportivas com crianças indicam que o profissional que trabalha com esse público necessita compreender que começar cedo no esporte não é necessariamente começar precocemente o treinamento e a competição regular de uma única modalidade. Pelo contrário, o início da prática esportiva generalizada de diferentes esportes é um aspecto positivo, no sentido de que a preparação esportiva do jovem deve ser um processo permanente de longo prazo. Uma formação esportiva iniciada nos primeiros níveis de escolaridade, desenvolvida por professores de Educação Física preparados, e tendo como principal objetivo o desenvolvimento global e harmonioso da criança, o respeito à individualidade biológica, o conhecimento das particularidades de cada modalidade esportiva, se constituem pressupostos imprescindíveis não apenas para o desenvolvimento ideal como também para a criação de condições ótimas  para o rendimento de alto nível.

A prática pedagógica em Escolas de Esportes necessita ser direcionada para um rumo que as crianças sejam tratadas como crianças, e não como mini atletas. Cumpre estabelecer uma diferença de procedimentos em relação ao esporte de alto nível e ao esporte para crianças (não apenas adaptativo), de maneira que o mundo adulto seja percebido apenas como referência, os conteúdos, processos e meios sejam diferentes não apenas na intensidade, mas também na essência e na profundidade do comprometimento com um projeto que a construção de situações que contribuam com a formação de um ser humano competente, crítico e responsável (REZER; SHIGUNOV, 2004).

Segundo Filgueira (2006) o jogador de qualidade é aquele que vivencia um número enorme de possibilidades e, para cada situação do jogo, ele encontra a melhor. O jogador de hoje tem poucas possibilidades, impostas por rotinas exaustivas e limitadas, portanto, formando um jogador de pouca qualidade, o que torna o jogo de menor qualidade com movimentos estereotipados, sem qualidade. Por isso, estamos cada vez mais frequentemente vendo jogadores de baixo nível técnico e equipes de péssima qualidade.

Para as crianças terem uma vida esportiva prolongada chegando ao esporte de alto rendimento, torna-se necessário que suas experiências motoras e de iniciação esportiva sejam positivas, tanto do ponto de vista psicomotor quanto das dimensões afetivas, sociais e cognitivas.

Todos esses aspectos citados anteriormente nos levam a repensar da prática  de iniciação esportiva em Escolas de Esporte, visando despertar na criança o gosto pela prática esportiva e consequentemente pela atividade física, utilizando-se de uma metodologia que considere o esporte em sua forma global, que busca autonomia do aluno em seus atos e decisões, em harmonia com o desenvolvimento integrado e simultâneo das capacidades coordenativas técnicas, físicas sociais e psicológicas (GRECO; BENDA, 2001).

Enfim, as Escolas de Esportes precisam entender o verdadeiro sentido do processo de iniciação esportiva, não deixando o esporte ser pensado, praticado e ensinado com vantagens e privilégios concedidos a poucos e exclusão de outros, ou seja, é direito comum de todos terem uma formação esportiva rica e repleta de possibilidades.


O professor Elcio Júnior é especialista em Fisiologia do Exercício e Treinamento Desportivo (ESC); Treinamento Desportivo (CEFIT); e Treinamento de Força e Musculação (CEFIT). Coordenador de Esportes do Clube Comercial de Lorena. Coordenador da Pós-Graduação em Ciência do Esporte (UNIFATEA/SPORT TRAINING) Lorena; Docente no curso de Educação Física no UNIPLAN.


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