sexta-feira, 19 de junho de 2020

Escola de Esporte



Texto escrito por @teo.pimenta
A escola de esporte deveria constituir-se de programa de formação esportiva que envolveria educação, esporte, saúde e lazer. As cidades que implantaram as escolas de tempo integral, deveriam investir em programas de incentivo a formação e prática esportiva de crianças e jovens. Há uma crítica aos modelos de escola de tempo integral que utilizam o esporte com a finalidade de preencher o tempo dos seus alunos, sem um método organizado e estruturado, sendo incapazes de ensinar esporte e algo de valor por meio da prática esportiva. Entende-se que ensinar esporte requer um método que possa aprofundar sistematicamente no ensino do conteúdo, assim, observa-se poucas propostas com esta perspectiva. 

É importante ressaltar que a intenção da educação física escolar é abordar o esporte como um fenômeno sociocultural, sendo assim, um assunto da disciplina, em um passado recente a educação física escolar tratou o esporte como o seu conteúdo prioritário, no entanto, a partir do Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1996) surgiu discussões sobre formas de ampliação e diversificação dos conteúdos abordados pela educação física no contexto escolar, assim, foram inseridos outros elementos da cultura corporal, como: lutas, ginásticas, danças, jogos e brincadeiras. E o esporte passa a ser mais um dentre esses conteúdos nas aulas de educação física, no entanto, percebe-se ser uma tarefa difícil apagar a perspectiva esportista na educação física escolar. 

Desta forma, escolas de esporte, em um contexto regional como a Escola de Atleta e Formação Integral (EAFI), em Taubaté e os Ginásios Experimentais Olímpicos (GEO), do Rio de Janeiro, são exemplos, que ilustram as possibilidades do fomento e desenvolvimento do ensino do esporte de forma aprofundada. Pelo Brasil, verificou-se poucos programas com ênfase no ensino aprofundado do esporte, baseado em propostas metodológicas sólidas.

Escolas de esporte se destacam por programas pautados por propostas metodológicas organizadas, formados por professores de educação física especialistas no ensino do esporte em cada modalidade esportiva, é importante destacar a presença do profissional de educação física capacitado no ensino do esporte, que aprendeu com são desenvolvidas as capacidades motoras, cognitivas e comportamentais das crianças e adolescentes para o desenvolvimento do esporte. 

Com relação aos resultados desses programas, são construídos em um longo prazo, resultados imediatos não são sólidos, ressaltamos, não é pertinente produzirmos atletas colecionadores de títulos nas categorias menores, o método deve cumprir as etapas, iniciação, aperfeiçoamento, especialização de forma refletidas e cautelosas. Modelos, construídos a partir de uma metodologia bem planejada, devem ser ampliados imediatamente pelas instituições que desenvolvem o ensino do esporte pelo país.

Assim, cabe destacar a importante de se promover programas de formação esportiva, pautados em metodologias específicas, com propostas, objetivos e intenções bem claras e definidas, que irão contribuir com o desenvolvimento da do ensino do esporte nas escolas de tempo integral. Desta forma, desenvolver o esporte nas escolas de tempo integral demostrou-se ser possível a partir de um plano incentivado por setores privados e públicos, assim, modelos de ensino do esporte pautados em procedimentos metodológicos bem definidos, demostraram essa possibilidade.

O Instituto Esporte Vale acredita no poder transformador do esporte, você que compartilha desse projeto, siga a IEVALE nas redes sociais, compartilhe nossas publicações e contribua para que o esporte seja um instrumento de transformações sociais.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Live do IEVALE


No sábado (20/06), às 10h, receberemos no nosso Instagram a Profa. Dra. Gisele Viola para um live sobre a intencionalidade da prática esportiva. A profa. Gisele possui uma vasta experiência com o esporte educacional e com a formação de profissionais que atuam com o ensino do esporte, com certeza nos possibilitará avanços na discussão.

Nos sábados dos meses de maio e junho o Instituto Esporte Vale vem realizando uma série de oito lives com especialistas do ensino do esporte, mediada pelo prof. Me. Teófilo Pimenta e transmitidas no Instagram do IEVALE. 

O IEVALE vem desenvolvendo, organizando e promovendo eventos presenciais e digitais relevantes na região do Vale do Paraíba e contribuindo na formação dos profissionais que atuam no ensino do esporte. 

Certificado emitido pelo Instituto Esporte Vale, maiores informações (12) 98853-4173.

Acreditamos no poder transformador do esporte.

Conheça o nosso trabalho em www.ievale.com.br e siga nossa #ievale

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Esporte e infância


Texto escrito por @teo.pimenta

Debater esporte e infância é imediatamente procurar estabelecer uma conexão com o ensino, assim, o brincar surge na discussão, no entanto, observamos a necessidade de questionar a aplicação de modelos tradicionais, ainda presente no ensino do esporte e que em muita vezes não o levam em consideração no processo de ensino do esporte. 

As transformações sociais geraram modificações no brincar das crianças, poderíamos citar inúmeras, mas duas principais para o contexto são as relacionadas ao desenvolvimento tecnológico e a violência urbana, que causaram impactos na rua como um espaço seguro para brincar, caso de muitas cidades brasileiras. Comprometendo as brincadeiras corporais, o desenvolvimento humano e motor, a estimulação de diferentes habilidades motoras, resultados diminuiu drasticamente as vivências corporais e interferiu na aquisição de algumas competências sociais e emocionais. Portanto, deve-se refletir a construção de novas abordagens para ensinar esporte às crianças. 

Neste contexto, as escolas formais, em muitos os casos, são as únicas alternativas de espaços seguros para o desenvolvimento das crianças, ainda temos alguns espaços públicos de prática esportiva e os clubes, importante local de fomento do esporte, porém, este último não sendo um espaço para todos. 

Metodologicamente as escolas de esporte, independente do seu contexto, devem fazer com que as crianças brinquem de esporte, assim, possibilitando uma formação humana com movimento. Abrimos um parênteses, existe uma visão social, quase que generalizada, que brincar não são meios para se aprender habilidades motoras específicas para o esporte, existem muitos profissionais que ainda pesam desta maneira. Cabe ressaltar que limitar o lúdico e o brincar, especialmente na infância, podem gerar desmotivação e evasão a prática esportiva no futuro.

Observamos que ainda existe um número expressivo de escolas de esportes que carecem de programas bem estruturados, ausência de bases teóricas, métodos sistematizados e organizados, sem estratégias e papéis bem claros, definidas e alinhadas. Dentro desta perspectiva o método não facilita o trabalho do professor e nem a aprendizagem do aluno. 

Enfatizamos, especificamente no esporte, a falta de uma metodologia bem estruturada pode ser um aspecto que contribui para o afastamento das práticas esportivas, em especial, as pautadas em modelos tradicionais de ensino. 

Desta forma, observar e refletir o contexto dos problemas urbanos atuais podem nos proporcionar boas soluções e contribuições na formação esportiva, consequentemente, no desenvolvimento do esporte. Conforme vimos, são vários aspectos que interverem na formação esportiva e que devem ser repensados, discutidos e questionados. Somos enfáticos ao afirmar, uma boa metodologia pode contribuir significativamente na formação esportiva e no desenvolvimento do esporte. 

Sugerimos, caminhar na direção do diálogo aprofundado das questões do esporte e na sequência apresentar contribuições para o profissional que atua com o ensino do esporte, nos seus diferentes contextos, auxiliando-o na construção de boas práticas didático-pedagógicas. Desta maneira, acreditamos contribuir significativamente no desenvolvimento do esporte regional. 

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Live do IEVALE



Neste sábado (13/06), às 10h, receberemos aqui no nosso Instagram o Prof. Me. Rafael Espíndola para um debate sobre Esporte e Infância. Professor universitário e com uma vasta experiência no ensino do esporte, com certeza nos trará contribuições no nosso diálogo.

Nos sábados dos meses de maio e junho o Instituto Esporte Vale vem realizando uma série de oito lives com especialistas do ensino do esporte, mediada pelo prof. Me. Teófilo Pimenta e transmitidas no Instagram do IEVALE

O IEVALE vem desenvolvendo, organizando e promovendo eventos presenciais e digitais relevantes na região do Vale do Paraíba e contribuindo na formação dos profissionais que atuam no ensino do esporte. 

Certificado emitido pelo Instituto Esporte Vale, maiores informações (12) 98853-4173.

Acreditamos no poder transformador do esporte.

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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Live do IEVALE




Neste sábado (06/06), às 10h, receberemos para mais uma live sobre ensino do esporte o Prof. Me. Fábio Mamel, docente do Centro Universitário Módulo (Caraguatatuba/SP) e que atua com a formação de profissionais do esporte. O Prof. Fábio abordará temas relacionados a mediação de conflitos no esporte, com certeza irá nos proporcionar muitos reflexões e aprendizado sobre a temática. 

Entre os meses de maio e junho o Instituto Esporte Vale vem realizando uma série de 8 lives com especialistas no ensino do esporte, com a mediação do prof. Me. Téo Pimenta e transmitidas no Instagram do @IE.VALE

O IEVALE tem como proposta incentivar e promover eventos que proporcionem importantes contribuições na formação profissional e no aprimoramento de métodos e técnicas de ensino no esporte. 

Certificados emitidos pelo Instituto Esporte Vale, maiores informações (12) 98853-4173.

Acreditamos no poder transformador do esporte.

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Mediação de Conflitos no Esporte



Texto escrito por @teo.pimenta 

Mediamos conflitos no esporte, de forma imediata, para não se estabelecer o caos e que situações de conflito não se tornem frequentes e insustentáveis, assim, todos buscamos por um espaço de aprendizado saudável para o desenvolvimento do ensino do esporte. 

Os conflitos são excelentes fontes de reflexões e nos apresentam uma rica possibilidade de termos grandes resultados na construção da autonomia do indivíduo, neste caso, a mediação de conflitos se constituirá de uma parte estratégica do método de ensino do esporte.

Autonomia trata-se de uma construção a partir das experiências do cotidiano, um projeto a longo prazo. Conceitualmente autonomia seria a liberdade de realizar escolhas sem se anular e nem anular o outro, que envolve uma capacidade de se relacionar de igual para igual com o outro, não se trata de algo acabado é um processo contínuo e inacabado, uma capacidade que vem com as experiências, portanto, deve ser um processo constantemente refletido e estimulado.

A construção da autonomia pode ser desenvolvida a partir das experiências vividas em situação de conflitos. Evidente que nas situações reais de conflito não há possibilidades de controlá-las, mas sim mediá-las, de forma estratégica. Os conflitos não podem ser ignorados, negligenciados, nem tão pouco, apresentarmos respostas e caminhos para a resolução dos conflitos. O grupo mediado pelo professor irá a sua maneira descobrir os caminhos, enfrentar as dificuldades e descobrir as saídas para os problemas. 

Aos professores cabem o papel de mediador, vejam, se resolverem todas as situações de conflitos para os alunos, os limitamos e condicionamos a apresentar uma resposta, mas, se o grupo de alunos for incentivado a refletir e explorar o problemas, podem surgir inúmeras possibilidades de respostas, ou seja, diversas saídas.

No esporte existem inúmeras situações de conflitos, diversas oportunidades de mediação, desde a organização a tomada de decisão nos/dos jogos, vale ressaltar que devemos levar em conta as diferentes etapas de desenvolvimento e maturidade dos participantes. Estimular momentos de aprendizado reflexivo seria algo fundamental no processo de construção da autonomia. Assim, o professor deve ser preparado para ser um mediador e não um mero fiscalizador do espaços, limitando-se a vigiar e punir os integrantes do seu grupo de alunos.

O método deve promover momentos, vivências e experiências sistematizadas, estimular a criação de momentos de atividades sem a intervenção do professor, construir espaços para o atividades espontâneo, estas são algumas iniciativas que poderão contribuir para a construção e formação da autonomia.

A formação pelo esporte deve ser refletida constantemente, os métodos de ensino devem ver o indivíduo que aprende como um elemento central do processo de ensino e aprendizado, ir além dos resultados esportivos e contribuir efetivamente na formação humana. 

Certamente os momentos de conflito ocorreram e serão necessários mediação, desta forma, devemos construir estratégias eficientes e eficazes. Todos aprendemos com as experiências de conflito e adquirimos novos conhecimentos, estes momentos são significativos no aprendizado e na construção da autonomia. Fato é que todos aprendemos juntos, alunos e professores.

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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Esporte e adolescência


Texto escrito por @teo.pimenta 
Observou-se um crescente desinteresse e desmotivação dos adolescentes pelo esporte, destacados nos inúmeros relatos dos profissionais e o volume de pedidos de dispensa das aulas de educação física. Muitos não chegam nem a se interessar por práticas esportivas. 

Assim, temos que trazer esse problema a tona e discuti-lo profundamente, este seria um passo importante para criarmos alternativas e caminhos para o enfrentamento do problema que se constitui em um desafio profissional importante para os profissionais, tanto para o esporte quando para a educação física escolar. 

O contexto atual é totalmente diferente do vivido em outros momentos no Brasil, em um passado recente adolescentes tinham vivências corporais que envolviam movimento. Hoje a interação com a tecnologia permite uma gama enorme de opções para os adolescentes, desta forma, as escolhas, na maioria dos casos, são jogos e brincadeiras tecnológicas, que estimulam pouco ou quase nenhum movimento, certamente, pelo lado esportivo, na maioria dos casos desenvolvem poucas habilidades motoras, quando as desenvolvem, são em níveis insuficientes para o desenvolvimento esportivo. 

Sabemos que a educação física escolar não tem o compromisso de produzir atletas, mas, poderia ser parte integrante de um sistema para detectar potenciais talentos para o esporte, por outro lado, é sua função social estimular a paixão pelo esporte, sendo bem sucedida este plano os bônus numa vida mais ativa e saudável seriam enormes. 

A formação esportiva não trata-se do acaso, de bênçãos divinas, de heranças genéticas, mas, sim de propostas bem estruturadas, construídas a partir de processos pedagógicos e metodológicos sistematizados. Infelizmente, ainda são poucas as iniciativas que desenvolvem a formação esportiva a partir de programas com ações bem definidas.

Construir metodologias eficazes envolvem a ação-reflexão-ação dos profissionais envolvidos, com potencial para gerar resultados significativas, tanto no quantitativo quanto principalmente no qualitativo do processo de formação esportiva e também, é claro, de um planejamento personalizado, construído, refletido e revisado constantemente. 

Faz parte da proposta, estrategicamente, estimular a participação dos pais no processo para que sejam estimuladores de uma cultura esportiva, seja, com exemplo no dia a dia ou como incentivadores de seus filhos. É relevante levar os pais a refletirem um equilíbrio na interação com a tecnologia dos seus filhos, pois este equipamentos estimulam o comportamento sedentário. Devemos contribuir na construção de uma geração mais ativa, enfatizando que uma vida sem movimento pode levar indivíduos a morte, de forma silenciosa, os pais devem ser formados a auxiliar seus filhos a optarem por escolhas mais saudáveis.

Assim, vale ressaltar, que para produzir procedimentos metodológicos eficazes e eficientes, que gerem resultados significativos na aprendizagem, deve-se levar em consideração o contexto, que contribui para incentivar o desinteresse e a desmotivação de adolescentes para as práticas esportivas. Desta forma, trata-se de um ponto de partida para avançarmos na formulação de uma proposta adequada ao desafio que se apresenta. 

A adolescência é uma fase importante da vida, não a consideramos como muitos, como uma fase de transição para a vida adulta, compreender a carga de responsabilidade que o adolescente carrega pode ser algo que irá ajudá-lo no seu desenvolvimento humano, assim, compreender o que o motiva pode ser algo importante para a construção de propostas metodológicas eficazes, eficientes e adequadas para o ensino do esporte.

É de extrema importante construirmos possibilidades metodológicas que estimulem adolescentes a prática esportiva, isso independente das escolhas individuais, nossa discussão deve ser ampliada e fomenta. Fica o convite. 

Compartilhe conosco ideias relacionadas a temática Esporte e Juventude, desta forma, identifique, a partir do seu contexto, o que leva adolescentes a se desestimularem e se desinteressarem das práticas esportivas. 

O Instituto Esporte Vale tem como intenção fomentar discussões relacionadas a formação de profissionais que atuam no ensino do esporte. Nos meses de maio e junho, todos os sábados, a partir das 10 horas, o IEVALE em seu Instagram com a mediação do Prof. Téo Pimenta vem realizando lives com diversos profissionais especialistas no ensino do esporte.  Maiores informações pelo whatsapp (12) 98853-4173. Visite nosso site www.ievale.com.br e conheça o trabalho que estamos desenvolvendo.

Acreditamos no poder transformador do esporte.