domingo, 13 de dezembro de 2020

A iniciação esportiva em tempos de pandemia


Texto escrito por Michel Barbosa de Araújo

O ano de 2020 ficará marcado como o ano em que o mundo e o esporte mundial parou. Quando foi decretada a pandemia em março de 2020, num primeiro momento algumas modalidades esportivas continuaram com suas práticas dentre ele o futebol, porém, à medida que os casos de corona vírus se multiplicavam por todo mundo as práticas esportivas foram sendo interrompidas, até as olimpíadas foram adiadas para 2021. 

Bem, passado esse primeiro momento de pânico e assombro da população, aos poucos a prática esportiva está voltando, o futebol foi primeiro a retornar e as demais práticas estão voltando dentro de padrões sanitários nunca visto na história moderna. Assim a pergunta que faço é: a iniciação esportiva deve ficar parada?

Para muitos essa resposta será sim, uma vez que, essa prática pode trazer riscos, em razão de não se conseguir manter o distanciamento social e as normas de higienização nos locais de treino. Para outros essa resposta será não e é aqui que aprofundo minha opinião. A iniciação esportiva tem que retornar? Não podemos deixar inúmeros talentos sendo desperdiçados em um momento em que o ato de se praticar o exercício se faz tão necessário. Pais, treinadores e sociedade têm que entender que se respeitar as normas de distanciamento social, fazer o uso da mascará e manter a higienização a iniciação pode ser feita sem risco algum. 

Muitos alegam que a máscara atrapalha na hora de se praticar o exercício físico, porém o Laboratório de Performance Humana (LPH) da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro investigou essa dúvida com 12 voluntários. Onde eles pedalaram fazendo o uso da máscara por um total de 12 minutos sendo metade com carga leve e a outra metade carga moderada. Os pesquisadores concluíram que o único problema encontrado foi o desconforto que a máscara pode causar, porém as respostas fisiológicas não apresentaram resultados fora dos padrões previstos. Assim, como um dos mitos da pandemia cai por terra, a prática da iniciação esportiva deve continuar, porque muito dessas crianças e adolescentes estão frequentando outros ambientes, estão indo a shopping centers, estão indo ao supermercado, estão indo a parques e indo para casa de amigos.

Então, por que não ir a um centro de treinamento ou a uma escola para dar continuidade a iniciação esportiva?

Assim, deixo a reflexão. Se mantida as medidas de distanciamento social, mantida a redução das turma bem com os parâmetros e protocolos sanitários para a pandemia, a iniciação esportiva para crianças e adolescente é de suma importância, não só por dar a oportunidade de trazer uma ocupação neste período, mas para continuarmos no processo de formação de atletas, renovação dos talentos e manter viva chama olímpica em nosso pais.


O professor Michel Barbosa de Araújo é Pós-Doutor em Bioquímica, Doutor e Mestre em Ciências da Motricidade, Especialista em Nutrição e Atividade Física na Saúde e Tratamento de Doenças, Graduado em Educação Física e Pedagogia.


O Instituto Esporte Vale atua na formação de profissionais competentes para o ensino do esporte. 

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sábado, 12 de dezembro de 2020

Carta ao Esporte


Texto escrito por Leopoldo Ortega da Silva 

Prezado amigo esporte, tenho pensado muito em você nos últimos 20 anos da minha vida. Me lembro das nossas aventuras quando eu era apenas um menino. Foi muito bom vivermos tão intensamente!

Hoje sinto pelo fato daqueles tantos outros que não se relacionaram tão bem quanto eu me relacionei com você. Consigo lembrar de quando estávamos juntos em campeonatos, e infelizmente erámos eu, você e mais uma meia dúzia de garotos mais.

Meninas e meninos menos habilidosos não tinham a oportunidade de vivenciar tal experiência conosco, e em especial contigo! Então como dizer que tu és, para todos e todas? Como dizer que tu és promoção de saúde? Se para a maioria era apenas desejo! Que vinha de uma arquibancada repleta de estudantes torcedores.

Pois é, me parece que sua presença na escola, pelo menos com a roupagem esportivista não conseguiu ser democrática o bastante, pelo contrário, estimulou a exclusão e sem dúvida alguma a competição entre pares. 

Não venha me dizer que ensinou a perder, pois a maior parte da população brasileira já nasce perdendo. Perdendo educação, perdendo saúde, perdendo a liberdade,  perdendo a vida... e não precisam ficar as margens das experiências para aprender a perder. Portanto posso dizer que não aprendemos muito contigo. Peço desculpas pela sinceridade!

Tu és cultura e fruto das ideologias humanas, assim lhe convido a vir para os espaços escolares com a roupagem adequada. Aquela que promova a formação das pessoas por um viés crítico, democrático, inclusivo, sem solicitar que nos escravizemos por você.

Por fim, deixo os meus agradecimentos pelas vezes em que foi capaz de chegar por meio de colegas (docentes) no seio escolar considerando a formação do indivíduo! A estes docentes deixo o meu respeito e gratidão. 

Um grande abraço.


O professor Leopoldo Ortega da Silva é doutor em ciências da saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e docente no curso de educação física da Faculdade de Mauá (FAMA).


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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Por um ensino do esporte com experiências mais marcantes

 

Texto escrito por Téo Pimenta

Para psicólogos cognitivistas especializados em desenvolvimento das habilidades motoras são necessários cerca de 10 mil horas de prática contínua para se chegar a um alto nível de habilidade motora, para atingir níveis de excelência. Neste sentido, não é só necessário vivenciar o esporte mas há uma necessidade de ir além, requer se aprofundar e ter experiências significativas no esporte. E com o avanço das ciências do esporte sugere-se que os alunos devam tem mais estímulos qualitativos e menos quantitativos, especialmente com relação ao volume e intensidade.

Assim, temos que promover boas e significativas experiências, necessariamente, que sejam marcantes no esporte. Temos conhecimento que as vivências tornam o aluno capaz de saber fazer, mas, temos que ter um certo cuidado quanto a elas, porque, vivenciar não significa aprender e muitas das vezes as vivências são rasas, temos que proporcionar experiências no esporte, algo mais profundo, reiteramos, marcante para os alunos.

Outro ponto importante para a nossa reflexão é o desafio constante em romper na prática, com a ideologia tecnicista que rondam as abordagens e paradigmas do ensino tradicional. Este desafio tornou-se o principal de muitos professores. Quem procura por uma mudança de paradigma possui o desafio constantemente por procurar novas formas ou diferentes maneiras de se ensinar o esporte. Trata-se de um desafio quase que diários refletir por um ensino do esporte eficiente e eficaz a partir de parâmetros empíricos e científicos. Tal atitude exige muito esforço que no final, ressaltamos, será muito gratificante e recompensador.

As novas tendências, em especial a Pedagogia do Esporte, propõem romper com as abordagens tidas como tradicionais de ensino, voltadas ao desenvolvimento do tecnicismo, que centra-se no professor, no movimento estereotipado e no adestramento dos indivíduos. Assim, por meio de um ensino a partir de abordagens interacionistas visam estimular práticas mais humanas, socioculturais e cognitivas.

O professor Alcides Scaglia desenvolveu uma analogia interessante que ao mesmo tempo critica o ensino tecnicista, ao identificar semelhanças com a alfabetização escolar, lembrem-se como se dava a alfabetização a partir da cartilha, aquela famosa que nos fazia juntar as palavras, formar as frases e irmos avançando até a interpretação do texto. Quanto tempo isso levava, demorávamos para obtermos a visão do todo. Esta mesma lógica de ensino foi transmitida para o ensino do esporte, assim, a partir de uma perspectiva tecnicista o método analítico foi propagado mundo a fora, na prática seria aplicar o conteúdo fragmentado. Seguindo nas ideia de Scaglia no ensino do esporte a técnica (fundamento) seria a letra e o jogo (tática) seria a interpretação do texto, logo, se torna difícil de interpretar um texto (jogo) com apenas uma letra, ou o conjunto de letras ensinadas isoladamente. Logo, isto se agravaria ainda mais com os professores lendo e interpretando para os seus alunos. De uma forma simplista, o aluno no esporte teria que ser estimulado a adquirir a compreensão que a técnica seria o como fazer e a tática o que fazer.

De que forma, o professor deve organizar e sistematizar o ensino do esporte? Se baseando e buscando problematizar aos alunos o como e o que fazer nas situações proporcionadas pelo esporte. É papel do professor estar atento e acompanhar as ações nesse sentido, repetimos, apenas a vivência não se constrói conhecimento, boas vivências são importantes, mas não garantem a imersão que gera engajamento que se converte em conhecimento. 

Nos métodos de ensino no esporte baseados na Pedagogia do Esporte o professor deve  estruturar e propor boas e significativas experiências, assim, também, estimular a inclusão de todos, inserir aspectos lúdicos, criar espaços acolhedores, saudáveis que potencialize a participação, autonomia e a liberdade de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizado-treinamento. E particularmente se pensarmos nos aspectos que envolvem o ensino do esporte o professor deve-se estimular a inteligência corporal, as habilidades cognitivas, orientação espacial, velocidade de reação e tomadas de decisão, ou seja, por meio de metodologias de ensino do esporte mais integradas.

O professor enquanto o responsável pelo processo de ensino-aprendizado-treinamento deve-se valer da sua capacidade de variar, criar, recriar, desta maneira, ressignificar o ensino do esporte apresentando cada vez mais experiências significativas que sejam marcantes para todos os alunos. 


O professor Téo Pimenta é mestre, professor no curso de educação física da Faculdade Anhanguera de Taubaté e diretor do IEVALE. 


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

O prof. Teófilo Pimenta participou e representou o IEVALE na ESC

 


Na noite de quarta-feira (09/12) o prof. Teófilo Pimenta participou da VII Jornada para a Qualidade de Vida (2020) da tradicional Escola Superior de Cruzeiro (ESC), ministrou a palestra sobre Ensino do Esporte e representou o Instituto Esporte Vale, que marcou presença neste que se constitui como um dos principais eventos acadêmicos da Educação Física da região do Vale do Paraíba. 



Em especial, esta edição do evento acorre entre os dias 07 e 12 de dezembro de 2020 e devido a pandemia acontece de forma digital e remota. O evento foi organizado pelos alunos da Instituição, aberto a comunidade acadêmica e local, gratuito, contou com a participação dos alunos, em especial do curso de Educação Física e profissionais da Educação Física da cidade de Cruzeiro e região.



Segundo o prof. Teófilo mencionou: "eventos como esse são de extrema importância para a formação acadêmica e profissional dos participantes, falar sobre ensino do esporte, seja presencial ou virtualmente é algo sempre muito prazeroso e que tenho uma grande satisfação. Espero ter contribuído com o evento". 

Além da referida palestra sobre Ensino do Esporte nesta mesma edição do evento, o prof. Teófilo também abordou o Sedentarismo na terça-feira pela manhã, outro tema do qual o professor estuda e se dedica a alguns anos.


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Estlios de ensino voltados para a reprodução


Texto escrito por José Martins Freire Júnior

Para que o profissional de Educação Física possa diversificar a sua prática docente no ensino do esporte, se faz necessário conhecer e entender, os diferentes métodos, estratégias e princípios voltados para o ensino do esporte, com isso esse texto irá discorrer sobre os Estilos de Ensino voltados para a reprodução.

De acordo com Heine, Carbinatto e Nunomura (2009), o estilo de ensino Comando (A) é apontado como uma ferramenta importante para o ensina habilidades motoras possui algumas vantagens como: objetivos claros, a aquisição das habilidades é realizada de maneira específica, eficiência na organização do grupo e no tempo de execução das atividades. Neste estilo os alunos sentem-se seguros por saber o que, e como irão desempenhar as atividades, sendo assim o professor determina tudo, ou seja, o volume, o ritmo, a intensidade e com isso não abre espaço para a criatividade individual e autonomia dos alunos.

No estilo Tarefa (B) é esperado que os alunos executem a tarefa conforme um modelo, mas existe a possibilidade de que estes alunos tomem decisões relacionadas ao domínio físico, ordem das tarefas, tempo de início, velocidade e ritmo de execução, dentre outros (GOZZI; RUETE, 2006). Sendo assim, este estilo está ligado à situação pedagógica, na qual o professor apresenta uma tarefa à turma, mas que pode ser realizada de acordo com o padrão de desempenho de cada aluno, ou seja, o aluno conhece seus limites, pode escolher o número de vezes, a duração e intensidade que conseguir superar, ou seja, respeita-se a individualidade do aluno (HEINE; CARBINATTO; NUNOMURA, 2009).

Krug (2009) afirma que a interação social entre os pares e os possíveis feedbacks proporcionados pelo par sob supervisão do docente, estão relacionados ao estilo Recíproco (C). Neste estilo, é importante ressaltar que o retorno dado pelo par está embasado em uma ficha construída pelo professor, que os auxiliará na execução e na observação das tarefas.

De acordo com Gozzi e Ruete (2006) no estilo Auto checagem (D) a retroalimentação deixa de ser dada pelo professor ou por outro aluno e passa a ser responsabilidade do próprio aluno, buscando assim este tenha mais poder de decisão.

No que se refere ao estilo Inclusão (E), pode-se dizer que são planejados vários níveis de dificuldade com a intenção de incluir todos os alunos, ou seja, ao explicar a atividade o professor comentará sobre as opções possíveis, isso permite ao aluno fazer uma reflexão e escolher o desafio adequado à suas características. Dessa maneira, o aluno aprende a avaliar as opções e quando está pronto para partir para um outro nível (KRUG, 2009).

Como pode-se perceber, existem diferentes estilos de ensino que podem colaborar para diversificar a prática docente do  profissional de Educação Física e ainda pode favorecer a formação do praticante em diferentes perspectivas.


O professor José Martins Freire Júnior é mestre em educação física e docente nos cursos de educação física da Escola Superior de Cruzeiro (ESC) e da UNISAL/Lorena.


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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

As três dimensões do esporte


Texto escrito Gabriel Silva

No processo de ensino aprendizagem é fundamental entender esses três pilares a cerca do esporte para que o profissional se contextualize com sua realidade e objetivos.

A primeira, é o “esporte educação”, que segundo Maya (2010), o principal objetivo é promover a democratização dos movimentos. Ou seja, dar oportunidade a todos independente de suas capacidades. Sem exclusão e discriminação alguma. Todas as ações dos participantes de maneira igualitária em relação ao grupo. Esta prática pedagógica também referenciada no processo atitudinal, visa a formação social e educacional de cada indivíduo ali inserido.

O segundo pilar é o “esporte participação” que segundo Tubino (2009), é caracterizado com a proposta lúdica na aplicação das atividades de modo oferecer aos participantes bem estar, bom convívio coletivo e diversão durante a prática do esporte. Esta estratégia de atuação do profissional carrega por si ótimas oportunidades de agregar valores e conceitos nas atividades para que os educandos aprenda de modo divertido os conhecimentos desenvolvidos. Se tratando de iniciação esportiva, este segundo pilar apresentado é praticamente imprescindível nas aulas, desde que busque contribuir com os objetivos e propostas do esporte.

A última dimensão é o “esporte performance” também conhecido como alto rendimento. Darilio (2008) faz referência a este pilar expondo que o medo apresenta uma tendência a ser praticado pelos talentos esportivos. Tendência que marca seu caráter anti-democrático. Em outras palavras apenas os melhores tem a oportunidades. Apenas os melhores podem atuar no esporte. Apenas os melhores podem usufruir deste direito social.

É comum aliás, a distorção destes três pilares pelo profissional de Educação Física. É necessário frequentemente a reflexão para que ocorra a sistematização e organização de maneira justa e coerente com a realidade de ensino. Esta organização se ganha força quando os educandos se conecta com o profissional a partir de diálogos e rodas de conversas para que os objetivos sejam sempre debatidos de forma democrática entre todos.

Com isso, deixamos aqui o espaço para que você também nos ajude expondo sua opinião na construção de ideias para o ensinamento do esporte.


Gabriel Silva é licenciado em educação física pelo Centro Universitário Módulo e idealizador do Projeto Joga Mais que a partir da prática do futsal procura contribuir na formação de crianças e adolescentes de Ubatuba/SP. prof.gabrielsilva@outlook.com

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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

“Jogo é treino e treino é jogo”


Texto escrito por Ranieri Gabriel 

Quando se monta uma equipe, independente se tem as características amadora ou profissional, o importante é definir os valores que devem reger a equipe. Segundo o famoso treinador de basquetebol norte-americano MIKE KRZYZEWSRI, os membros de uma equipe devem ser encarados como os cinco dedos de uma mão. Temos mão com dedos pequenos que se junta com facilidade e se transforma em um poderoso punho fechado, as equipes de sucessos tem habitualmente cinco características fundamentais: Comunicação; Confiança; Responsabilidade coletiva; Orgulho uns dos outros. 

Já que o jogo é IMPREVISIVEL precisamos fazer dos nossos treinamentos uma cópia fiel do jogo. As reações prontas e rápidas de todos os jogadores precisam ser treinadas independentemente da situação que o atleta se encontra.

Precisamos treinar todos os momentos do jogo. 


Treinar é competir em níveis mais elevados, o objetivo do treino é aperfeiçoar e contribuir na evolução continua das capacidades do atleta, simular a realidade do jogo propriamente dito, exercícios de treino competitivo e sempre respeitando a faixa etária de cada indivíduo. 

Segundo Felipe Sá treinador do Corinthians F.C o treinamento precisa ser: livre; criativo e organizado. 

Porque o nosso treino é um laboratório mais perfeito que existe (Marquinhos Xavier, 2019). 

De acordo com Meira Jr., De Rose e Massa (2010) três fatores são fundamentais para compor a essência do jogo: Cooperação e oposição; imprevisibilidade e criação e diminuição dos espaços. 


O professor Ranieri Gabriel é bacharel em educação física pela ESC/Cruzeiro e técnico de futsal do Clube Comercial de Lorena. 


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